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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Reunião nº 191 - Degustação às cegas vinhos Cauim

Reunião nº 191

Dia: 27/08/2016

Tema: Degustação às cegas Vinhos Cauim

Vinhos

Vinhos:

  • Coquetel Clericot, oferecido pelo Eduardo, em comemoração ao seu aniversário que ocorrerá na semana próxima: espumante Cave Geise Nature (231) com Cointreau e frutas, no caso, foram usadas framboesas do quintal da casa do aniversariante;
  • Cauim Nebbiolo, 13% álcool, ano 2014, vinho tinto de mesa fino seco. Produzido e engarrafado por Vinícola San Michele, Rodeio, SC, Brasil, para Vinhos Cauim. Casta: 100% Nebbiolo. Cor granado, translúcido, brilhante com intensidade de média para clara e nuances amarronzadas. Lágrimas rápidas. Aroma de baixa intensidade lembrando levemente madeira e algum aroma animal. ("difícil sentir os aromas - alguma coisa obsta a liberação", advogada). Paladar agradável no primeiro ataque, corpo médio. Taninos pouco perceptíveis e acidez média. Alguma sensação de doçura. Final de boca agradável, mas pouco persistente. Vinho leve ao contrário do que se espera de um varietal Nebbiolo, tradicionalmente tânicos, escuros , alcoólicos e longevos. Doado pelos produtores (nº 805);
  • Cauim Assemblage I, 13% álcool, ano 2012, vinho tinto fino de mesa seco. Produzido e engarrafado por Vinícola San Michele, Rodeio, SC, Brasil, para Vinhos Cauim. Castas: Cabernet Sauvignon, Montepulciano, Sangiovese. Aromas também inexpressivos lembrando couro para alguns. Cor granado, bem mais fechado que o anterior. Também agradável na boca, tem mais corpo, taninos e acidez que o anterior. Final de boca agradável com persistência média. Doado pelos produtores (nº 806);
  • Cauim Assemblage II, 13 % álcool, ano 2010, vinho tinto de mesa fino. Produzido e engarrafado por Vinícola San Michele, Rodeio, SC, Brasil, para Vinhos Cauim. Castas: Cabernet Sauvignon, Teroldego, Sangiovese. Cor rubi escuro ainda com reflexos púrpura apesar da idade. Aromas presentes porem desagradáveis: químicos. Na boca agradável, com bom corpo e equilíbrio. Percepção de taninos e acidez equivalente ao anterior. Como os demais combinou bem com o entrevero servido. Doado pelos produtores (nº 807);
  • Cantina Il Poggio "Il Poggio", 12,5 % álcool, ano 2010, vinho tinto de mesa fino seco IGT Emilia. Tenuta Il Poggiolo, Salsomaggiore Terme, Emilia Romana, Itália. Castas: Barbera, Bonarda, Merlot e Cabernet Sauvignon. Límpido, brilhante, escuro quase negro. Aromas agradáveis e complexos. No início frutas, especiarias passando para terrosos. Bom corpo e equilíbrio no triângulo álcool - acidez - tanino. Lágrimas grossas. Também foi muito bem com o entrevero. (nº 808);
  • Porto Vieira de Sousa, 20% álcool, ano não indicado, vinho fortificado branco seco. Soc. Roncão Pequeno Ltda. Portugal. Castas: não indicadas. Cor dourado acobreado, límpido. Aromas frutas e castanhas secas. Muito saboroso (nº 809);
Primeiro fizemos uma degustação às cegas com os vinhos Cauim. Não foi fornecido nenhuma informação e foi entregue uma ficha para que cada um registrasse suas impressões. O nome Cauim é uma referência a bebida alcoólica tradicional dos povos indígenas do Brasil desde tempos pré-colombianos. Ainda é feito hoje em reservas indígenas da América do Sul. O cauim é feito através da fermentação da mandioca ou do milho, às vezes misturados com sucos de fruta.

Ficha de degustação

Após esta degustação, retiramos as tarjas e identificamos os rótulos.
Os vinhos são elaborados por um grupo de amigos, que adquire as uvas diretamente de produtores da serra catarinense e faz a vinificação na Vinícola San Michele na cidade de Rodeio/SC (esta vinícola já foi visitada pelo grupo Solera, no roteiro das cervejarias do Vale do Itajaí).
Após a degustação dos vinhos ofertados foi servido o Il Poggio e o jantar: salada de folhas/figos/lascas de parmesão e presunto cru e típico entrevero com pão.

Janta

Em agosto de 2011, na degustação nº 135 - Pot-Pourrí provamos um Cabernet Sauvignon 2009 da Cauim. Na ocasião achamos pouco expressivo. Os provados na presente reunião foram bem melhor avaliados.







domingo, 28 de setembro de 2014

Reunião nº 169 - Degustação às cegas da Bodegas Castillo Viejo

Reunião nº 169

Dia: 27/09/2014

Tema: Degustação às cegas da Bodegas Castillo Viejo

Vinhos:
  • Vieja Parcela Varietal Premium Tannat, 12,5% álcool, ano 2014, vinho tinto de mesa fino seco. Bodegas Castillo Viejo, Las Piedras, San Jose, Uruguai. Castas: Tannat.  Aromas desagradáveis de álcool e azedo. Rubi claro. Na boca muito rústico, com acidez excessiva, taninos leves. Não agradou (nº 705);
  • Vieja Parcela Reserva Tannat, 13% álcool, ano 2013, vinho tinto de mesa fino seco. Bodegas Castillo Viejo, Las Piedras, San Jose, Uruguai. Castas: Tannat. Envelhecido 6 a 8 meses em carvalho americano. Púrpura bem fechado, aromas de madeira, frutas e especiarias. Na boca bem mais equilibrado que o anterior. Taninos finos. Harmonizou com o ossobuco de ovelha que foi servido. Surpreendeu na combinação com o queijo Gorgonzola, apesar do tanino alto (nº 706);
  • Vieja Parcela Reserva de La Familia Tannat, 13,5% álcool, ano 2011, vinho tinto de mesa fino seco. Bodegas Castillo Viejo, Las Piedras, San Jose, Uruguai. Castas: Tannat. Estágio de de 9 a11 meses em carvalho francês. Frutado com notas de baunilha e defumado, cor púrpura escura. Na boca maior complexidade que os anteriores. Taninos mais presentes que nos anteriores, mas não desagradáveis. Boa permanência e retrogosto agradável.Também foi bem com a ovelha (nº 707);
  • Vieja Parcela Reserva de La Familia Cabernet Franc, 13%  álcool, vinho tinto de mesa fino seco. Bodegas Castillo Viejo, Las Piedras, San Jose, Uruguai. Castas: Cabernet Franc . Dez meses em barricas de carvalho francês. Cor cereja escura, aromas agradáveis de frutas e madeira. Bom equilíbrio de taninos e acidez (nº 708).

Degustação feita às cegas, os participantes apenas foram informados que todos os vinhos eram do mesmo produtor, que três eram de uma mesma uva e que um deles era de outra; também foi informado que os vinhos da mesma uva eram de safras e de linhas de qualidade diferentes.
Sem saber que estavam degustando vinhos da uva tannat, um dos participantes percebeu que estávamos degustando tannat do Uruguai e todos identificaram o vinho que era de uva diferente.
Durante a degustação foram servidos queijos (grana padano, parmesão e gorgonzola), torrada, pão e manteiga aromatizada (salsinha e mostarda).


Após, foi servido o jantar: salada de folhas verdes (agrião e rúcula orgânicos), ossobuco de ovelha, arroz vermelho, arroz parboilizado e batata gratinada. Sobremesa: delícia de morango e chocolate, brigadeiros gourmet de chocolate amargo e de limão siciliano (Chococrazy Doçaria: contato@chococrazy.com.br; (48)3236-2504 ou (48)9104-5647; www.chococrazy.com.br).

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Vinhos dos EUA


REUNIÃO Nº 124

DIA: 28/08/2010

TEMA: VINHOS DOS EUA, da Vinícola Chateau Ste. Michelle, localizada no Columbia
            Valley, estado de Washington.


VINHOS:
Inicialmente foi feita uma brincadeira com tres vinhos tintos com seus rótulos vedados e identificados pelos numeros: 1, 2 e 3
A proposta era bem simples: eleger o melhor ou mais agradável.
O resultado foi
1º - o Cabernet Sauvignon 2007, Chateau Ste. Michelle, 14,5%, linha Indian Wells, por possuir maior corpo e mais maciez em relação aos outros.
2º - o Syrah 2005, Chateau Ste.Michelle, 13,5%, que surpreendeu pela rispidez dos taninos e acidez elevada.
3º - o Assemblage Dal Pizzol 35 que se apresenta ainda muito duro, ácido e sem um bouquê definido. Alguns lembraram de estrebarias.

Todos os vinhos foram abertos uma hora antes e refrescada sua temperatura por 40 minutos.

CONCLUSÕES: 
a) O nível de conhecimento do grupo está cada vez melhor.
b) A vitivinicultura nacional precisa evoluir para ombrear com os importados, pois o Dal Pizzol 35 quando sem adversário e acompanhado de um prato ou queijo forte, se apresenta como um bom vinho. Já quando se compara com outro, não se sustenta.

A seguir foi aberto o Sauvignon Blanc 2008, da Ste. Michelle e que foi a surpresa agradável da noite, bastante límpido e refrescante, com aroma e sabor cítrico (limão e maçã verde) e que combinou muito bem, com a entrada, cogumelos shitake com creme de salsão, palmito e quiwee.

Depois abrimos o Identidade 2006, da Casa Valduga. A curiosidade, foi a casta ARINARNOA - uma cruza de Petit Verdot e Merlot - é novidade entre nós.
Este vinho foi mal inserido no contexto, pois já haviamos comido a entrada e tomado o Sauvignon Blanc e a compatibilização já estava feita e, um tinto ali e ainda sem muita personalidade, foi um estranho no ninho.

Logo após foi a vez do Riesling 2008 da Chateau Ste. Michelle que estava destinado para a compatiblização com o prato principal, risoto de camarão com abacaxi. Este vinho foi uma completa decepção, pois em vez da esperada acidez e frescor do Riesling, apresentou uma picancia de frisante e um sabor de refrigerante sprite ou remédio cepacol. Tivemos que voltar correndo ao Sauvignon Blanc que combinou perfeitamente.

Na sobremesa - pudim de leite condensado - foi aberto um Vinho Santo da Pisoni, DOC trentino, vale do Laghi, 1998, 12,5%, uva nosiola, trazido "em baixo do braço" da Italia.