sexta-feira, 26 de agosto de 2011

FETTUCCINE DE OSTRAS COM CHAMPAGNE

Fettucine with oyster with champagne sauce

Florianópolis detém o título de “Capital Nacional da Ostra”. E não é por menos, já que é responsável por cerca de 90% dos crustáceos comercializados no Brasil. A ostra, além de ser uma alimento muito saboroso, é rica em nutrientes importantes para a saúde.

Ostras de altíssima qualidade são produzidas nas cerca de 130 fazendas marinhas de Florianópolis.
http://www.belasantacatarina.com.br/noticias/2009/08/02/Florianopolis--Capital-nacional-da-ostra-5410.html

Ingredientes:
  • 24 ostras;
  • 250g de massa (Spaghetti, Fettuccine ou pappardelle),
  • 2 colheres de manteiga,
  • 1 cebola pequena,
  • 1/2 copo de champagne,
  • 2 cenouras raladas,
  • cebolinha verde,
  • 120g de creme de leite e
  • pimenta-do-reino branca.
Modo de preparo:
Cozinhar as ostras com um pouco de água (ao bafo). Escorrer e descascá-las. Reserve as ostras e a água que sobrar e penere a água.

Numa panela derreter a manteiga com a cebola sem deixar dourar.
Acrescentar a cenoura e cozinhar por mais 2 minutos. Acrescentar o champagne (ou espumante) e deixar ferver para evaporar um pouco o álcool. Juntar a água das ostras coadas e deixar reduzir. Acrescentar o creme de leite mexendo e deixando ferver para engrossar um pouco. Colocar as ostras no fogo para aquecer sem ferver.

Em 3 litros de água fervendo juntar o fettuccine e cozinhar ao dente.
Escorrer. Colocar num prato e sobre a massa o molho de ostras.

Compatibilização com vinho: vinho espumante ou vinho branco.
Por via de regra, os frutos do mar combinam com vinhos brancos. Peixes e frutos do mar em geral tem uma incompatibilidade com vinhos tintos. Isso se deve a uma desagradável reação chamada de metalização: o iodo dos peixes (principalmente os de água salgada) reage com o tanino dos vinhos tintos, resultando em uma substância de sabor acre e metalizado.
O tanino é uma substância encontrada nas cascas, sementes e hastes das uvas e dá ao vinho a sensação de adstringência, de aspereza na boca, como se estivéssemos comendo uma fruta verde. Essa união entre o iodo e os taninos pode ser fatal para os sabores da refeição.
Mas se o peixe servido for atum ou salmão, que tem carne mais escura e menor concentração de iodo, pode cair bem com tintos menos tânicos, como um Pinot Noir, Gamay ou Tempranillo.
Um caso à parte é o bacalhau. O preparo exige que o sal seja retirado do peixe seco por meio de várias trocas de água, isso faz com que a concentração de iodo diminua. Assim, ele pode ser apreciado com vinhos tintos com poucos taninos, algo que os portugueses fazem. Experimente um vinho regional do Alentejo, ou um tinto leve da região do Dão.

No nosso grupo, provamos com cava De Gréville Brut e Sauvignon Blanc da Cousiño-Macul. Neste prato quem se destacou foi o Sauvignon Blanc da Cousiño-Macul. Para alguns a champanhe também acompanhou bem mas não foi consenso.
http://solerafloripa.blogspot.com/2011/07/o-segundo-ano.html