terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Reunião nº 259 - Vinhos de uvas pouco conhecidas

Reunião nº 259 

Dia: 12/10/2024

Tema: Vinhos de uvas pouco conhecidas 

Vinhos:

  • Quinta do Pessegueiro Rufete, 13% álcool, ano 2020, vinho tinto fino seco. Quinta do Pessegueiro Sociedade Agrícola e Comercial Ltda. Douro, Portugal. Castas: 100% Rufete, uva do norte de Portugal usada em geral em corte, em especial para espumante. Límpido, rubi muito claro. Pouca expressão aromática. Na boca destaque para a acidez. Apesar da graduação alcoólica média/alta, passou uma sensação de aguado. Não combinou com os pratos servidos: torta de siri, e camarão com macarrão negro, aliás deliciosos (1070);
  • Paxá Negra Mole, 12,5% álcool, ano 2018. Vinho tinto fino seco, regional Algarve. Paxá Wines, Quinta do Outeiro, Silves, Algarve, Portugal. Castas: 100% Negra Mole com passagem de seis meses em barricas de carvalho. Rubi pouco intenso, frutado sem muita expressão. Também não combinou com os pratos servidos. Como não são vinhos de guarda talvez perderam algo de suas personalidades devido ao tempo. Safras 2020 o primeiro e 2018 o segundo. Também trazido da origem pelos anfitriões (1071);


Os dois vinhos anteriores podem ser classificados como “clarete” que é um vinho entre o rosê e o tinto tradicional tanto na cor como nas características de corpo e estrutura. É também conhecido como um “tinto de verão” É produzido com uvas tintas com menor tempo de permanência com as cascas ou uvas tintas e brancas vinificadas juntas. Muito popular na Idade Média e Renascimento. Naqueles tempos a quase totalidade da produção de Bordeaux exportada para a Inglaterra era de claretes. Tem gente que ainda chama de “clarete” os produtos de Bordeaux, mesmo os vinhos tintos. Na literatura existem muitas menções ao “clarete” Lembro de uma cena dos Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, quando os heróis estão numa cidade, acho que La Rochelle, sitiada pelos ingleses e dividem uma garrafa de “clarete”. Em Portugal era chamado de Pardusco.

  • Velho Oeste Hidromel suave, 13% álcool, ano não indicado, bebida fermentada de mel, água e sais nutrientes (leveduras). Produzido e engarrafado por Campina da Cascavel Ltda. Xanxerê, SC Brasil. É uma bebida conhecida por diversos povos, inclusive indígenas brasileiros, desde cerca de 9.000 anos. Mais antiga portanto que vinho e cerveja. Para os Vikings era quase sagrada. A amostra provada era de um Hidromel meio seco. Existe também o seco e o doce. Não agradou. Falta acidez, é meio enjoativo e não combinou de maneira nenhuma com os pratos servidos. Talvez um seco tivesse mais sorte;
  • Chão dos Eremitas Alicante Branco, 12,5% álcool, ano 2022, vinho branco fino seco vinho regional alentejano. Fitapreta Vinhos S.A. Graça do Divor, Portugal Casta: Alicante Branco também conhecida por Boal de Alicante ou Boal Cachudo quase extinta retomada com força no Alentejo. Límpido, branco com reflexos esverdeados. Aromas vegetais. Na boca fresco, equilibrado com boa acidez e álcool. Maçã verde. Combinou perfeitamente com os frutos do mar servidos (1072);
  • Vietti Roero Arneis, 13,5% álcool, ano 2019. Vinho branco fino seco. Vietti Castiglione Falletto Itália. Castas: Roero Arneis uva do Piemonte que, quase extinta, teve na década 1980 um ressurgimento devido à procura de brancos do Piemonte. Hoje é a uva branca mais produzida nesta região da Itália. Límpido, reflexos verdes e amarelos. Aromas frutas e flores brancas. Na boca fresco, equilibrado muito agradável (1073).

 

 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Reunião nº 258 - Vinho Putos

Reunião nº 258

Dia: 17/08/2024

Tema: Vinho Putos

Local: casa da Ida e Marcos

Vinhos: 

Danilo Gentili, Oscar Filho e Diogo Portugal são humoristas. Eles se uniram neste projeto para produzir o Vinho Putos, Alentejo DOC, uma bebida elegante e refinada, perfeita para ser apreciada em momentos especiais.
"Nunca fomos sem graça. Você que bebeu pouco vinho."


  • Putos branco, 12,5% álcool, ano 2022, vinho branco fino seco, Alentejo DOC. CARMIM – Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, Reguengos de Monsaraz, Portugal. Castas: Antão Vaz (60%), Arinto (20%) e Gouveio (20%). “Apresenta coloração amarelo palha. Mostra aromas frutados que lembram pêssegos. Em boca possui acidez equilibrada e refrescante.” (informação do fabricante). Na avaliação do grupo é um vinho agradável, com boa acidez e relação favorável benefício/custo. Ninguém identificou pêssego nos aromas. Final amargo que desagradou alguns participantes (1064);
  • Putos Rosé, 12,5% álcool, ano 2021, vinho rosé fino seco. CARMIM – Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, Reguengos de Monsaraz, Portugal. Castas: 60% Aragonez, 20% Syrah, 20% Touriga Nacional. “Apresenta aromas elegantes de cerejas, framboesas e morangos. Em boca, é fresco e delicado, com sabores que remetem a frutas vermelhas frescas.” (informação do fabricante). Foi o menos apreciado dos vinhos da série “Putos” (1065);
  • Putos Tinto, 14% álcool, ano 2022, vinho tinto fino seco, Alentejo DOC. CARMIM – Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, Reguengos de Monsaraz, Portugal. Castas: Trincadeira (30%), Aragonez (40%) e Alicante Bouschet (30%). “Cor Rubi, Aroma a fruta preta e vermelha, sugerindo frutos silvestres, com notas de especiarias, macio e equilibrado, com suaves taninos e um final de prova persistente.” (informação do fabricante). Dos vinhos da série foi o mais apreciado. Agradável, corpo médio, equilibrado (1066);
  • Reguengos Reserva, 15% álcool, ano 2022, vinho tinto fino seco, Alentejo DOC. CARMIM – Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, Reguengos de Monsaraz, Portugal. Castas: Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet, com 12meses em depósito e barricas de carvalho francês. “Vinho de aspecto cristalino, cor granada profunda aromas de fruta preta e especiarias, com suaves taninos e prolongado final de prova”. (informação do fabricante). Do mesmo fabricante que a série anterior é, apesar de similar ao tinto provado antes, sem dúvida, um vinho de um patamar superior aos anteriores (1067);
  • SoloMia Cabernet Sauvignon, 14% álcool, ano 2020, vinho tinto fino seco. Imperial Vin, Pleseni Cantenir Moldávia. Castas: Cabernet Sauvignon. Acho que é a primeira vez que tomamos um vinho da Moldávia no grupo. Cor rubi bem escuro, aromas frutados, corpo médio, taninos presentes, mas equilibrados. bom equilíbrio álcool/ acidez/ taninos. Assim como os demais vinhos, com exceção do rosê, combinou muito bem com a excelente Cotoletta ala milanese servida (1068);
  • Cálem Fine Rosé, 19,5% álcool, açúcar residual 103 g/l, ano ND, vinho tinto licoroso doce DOC Porto. SOGEVINUS Porto Cálem, Vila Nova de Gaia, Portugal. Castas: Touriga Nacional,Tinta Roriz,Touriga Franca. “Obtido por lotação de vinhos de grau de maturação e proveniência variáveis, conduzida através do envelhecimento em inox durante um mínimo de 3 anos, de cor vibrante, exibe um aroma dominado pela presença dos frutos vermelhos e pela envolvência das fragrâncias florais. Na boca é fresco e sedoso, com sugestões de cereja e framboesa interligadas com um delicioso toque de mel” (informações do fabricante). Foi uma boa surpresa, apesar de não ser comum um Porto Rosé, este estava muito bom. Bela cor, saboroso, bom equilíbrio. Mesmo com alto teor de açúcar residual não estava enjoativo. Servido com a sobremesa Brigadeiro de vinho (1069).

 


Após a degustação foi servido cotoletta alla milanese e sobremesa brigadeiro na caneca.