domingo, 30 de outubro de 2011

Viagem para Portugal (parte 3, Minho e Douro)

Trip do Portugal (part 3, Minho e Douro)

19/05/2006 – Guimarães / Braga

Após o café da manhã seguimos em direção à região do Minho, região dos vinhos verdes.
No caminho vimos uvas com sistema de condução "Vinhas do Enforcado".
É o sistema mais tradicional, em que a videira é plantada próxima de árvores (como a castanheira), para que as escalem livremente. Os cachos, quando formados, pendem debaixo da folhagem de grandes alturas, o que obriga que se faça a colheita com escadas. Por ser dificultoso e pouco produtivo, esse tipo de condução vem sendo substituído principalmente pela espaldeira. A lira e a latada também são utilizadas.

Forma de conduçao Vinhas do Enforcado

Passamos por Guimarães, importante cidade histórica de Portugal, onde vimos algumas das capelas da Via Sacra e seus caprichados jardins.

Jardins em Guimarães

Na sequência, seguimos para a visita e degustação na Casa de Sezim, vinícola que pertence à mesma família desde 1376, com uma fachada monumental e uma coleção de papéis de paredes da primeira metade do século XIX. http://www.sezim.pt/

Fachada e papeis de parede na Casa de Sezim


Na degustação provamos um vinho verde Casa de Sezim 2005 e o mesmo vinho (da safra mais nova) que  não havia sido engarrafado ainda.

Vinho verde Casa de Sezim

Depois conhecemos a adega, o laboratório, presenciamos o engarrafamento e visitamos uma nova plantação de videiras. Lá eles plantam as mudas das videiras dentro de um 'cano' para protegê-las de coelhos e lebres comilões.

Proteção contra animais roedores

Após, voltamos a Guimarães e fomos almoçar na Tasca Adega dos Caquinhos. Descobrimos que tasca é um estabelecimento modesto que vende bebidas e refeições. Fomos atendidos pela Dona Augusta e sua mãe. A Dona Augusta, dona do estabelecimento, era muito simpática e um pouco desbocada. Rimos muito com as suas explicações. A nossa guia, a Berta, quase morreu de vergonha. Comemos de entrada patanisca de bacalhau que estava uma maravilha acompanhado de vinho verde tinto (da uva vinhão). Este vinho foi servido nas tradicionais malgas. Um vinho ácido, mas que combinou com a patanisca.

Vinho verde tinto servido em malgas

Depois fomos a Braga e à Quinta de Aveleda, local onde é produzido o famoso Casal Garcia. Lá visitamos os jardins e uma árvore de camélia com mais de 300 anos e fizemos a degustação em uma sala de prova digna de enólogos. Degustamos um Casal Garcia, um Quinta da Aveleda 2005 (vinho verde), um Aveleda Alvarinho 2005 e um Charamba 2004. http://www.aveleda.pt/www.aveleda.pt/

Bancada de degustação na Quinta da Aveleda

20/05/2006 – Amarante/Vale do douro

Dia de visita à região do Douro. O Douro é a mais antiga Região Demarcada do mundo, demarcação esta, ordenada em 1756 pelo Marquês de Pombal. É famosa também pelos socalcos e por ser a origem do vinho do Porto.

Vinhedos no vale do rio Douro e seus socalcos

Nossa primeira visita nesta manhã foi Amarante. Uma cidade muito simpática que estava tendo uma feira de antiguidades. Visitamos a Igreja de São Gonçalo. Seguimos para a Quinta da Pacheca, que fica na cidade de Régua. No programa estava escrito: “Seremos recebido pelo Conde Serpa Pimentel e seu cão Pipo”.  E, de fato, fomos recebidos pelo dono da propriedade, Serpa Pimentel e seu cão Pipo, mas ao chegar ele nos confessou que não era conde. Então também confessamos que não eramos enólogos e ficou elas por elas. Lá conhecemos os lagares (lugar onde as uvas são amassadas com os pés para fazer o mosto), as instalações da vinícola e fomos conduzidos para a sala onde seria servido o almoço, para a degustação. Provamos um Quinta da Pacheca branco 2005, um Quinta da Pacheca Tinto 2002, um Quinta da Pacheca Porto Tawny e um Quinta da Pacheca L.B.V. 2001.


Almoço com o "conde" Serpa Pimentel

O dono da vinícola não era conde, mas nos recebeu como se fosse um, com um estafe de pessoas nos servindo a sequência de pratos, os detalhes das louças e a arrumação da mesa (observem, na foto, o guardanapo embrulhado com uma folha de repolho) são lembranças inesquecíveis. Após o almoço fomos para a cidade de Peso da Régua onde visitamos o museu do vinho e do Douro, muito interessante.  http://www.museudodouro.pt/

Terminamos o dia com um Cruzeiro pelo Rio Douro, atravessamos uma eclusa da Barragem da Régua com 28 metros de altura. O cenário é deslumbrante: o rio emoldurado por suas encostas preenchidas por socalcos repletos de videiras...


Devidamente protegidas do sol, no aguardo da saída do cruzeiro

O Cruzeiro terminou na cidade de Régua.
No dia seguinte seguimos para a região de Bordeaux.

Veja também:
Viagem para Portugal (parte 1, Alentejo)
Viagem para Portugal (parte 2, Porto e Vila Nova de Gaia)
Bordeaux

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Reunião nº 137, "Pupurri"


Reunião nº 137

Dia: 02/10/2011

Tema: "Pupurri"

Vinhos:

  • Reynald Parmelin Couvée Noble 13,5 % álcool, ano 2009, vinho branco seco fino com certificação biológica. Domaine La Capitaine, Reynald Parmelin, Begnins Suiça.  Castas: Chardonnay, Pinot Blanc e Pinot Gris. Oferta dos anfitriões que trouxeram da Suiça (nº556),
  • Chateau Grand-Puy-Lacoste Grand Cru Classé, 13% álcool, ano 2003 vinho tinto fino seco AOC Pauillac. Domaines François-Xavier Borie, Pauillac, Gironde,  França. Castas: Bordalesas. Foi disparado o melhor da noite. Oferta dos anfitriões que trouxeram da França (nº557),
  • Gere Villány 13% álcool, ano 2008, vinho tinto fino seco. Gere Attila Winery,Erkel, Hungria. Castas: Portugieser. (nº558),
  • Lacrima di Morro d'Alba  12,5% álcool, ano 2005, vinho tinto fino seco DOC. Luciano Landi, Belvedere, Itália. Castas: Não indicadas (nº558),
  • Korta Katarina  15,5% álcool, ano 2007, vinho tinto fino seco . Rivijera Orebic Croacia. Castas: Plavac Mali.  (nº559).

 Após a degustação foram servidos saladas, polenta caseira com galinha velha cosida.

domingo, 23 de outubro de 2011

Viagem para Portugal (parte 2, Porto e Vila Nova de Gaia)

18/05/2006 – Porto e Vila Nova de Gaia

Cidade do Porto e Vila Nova de Gaia

Iniciamos o dia visitando a Livraria Lello e Irmão, com seu teto trabalhado, o grande vitral que ostenta o monograma e a divisa da livraria Decus in Labore e a escadaria de grandes dimensões de acesso ao primeiro piso, as marcas mais significativas da livraria. http://pt.wikipedia.org/wiki/Livraria_Lello_e_Irmão

Fachada, escadaria e vitral da Livraria Lello e Irmão

Seguimos o passeio, conhecendo a Igreja do Carmo geminada com a Igreja das Carmelitas, que constituem um volume único, embora seja possível diferenciar cada uma das igrejas. Também avistamos a Igreja e Torre dos Clérigos. http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_do_Carmo_(Porto)


Produtor de vinho do porto Adriano Ramo Pinto e sua adega

Após, visitamos o museu da Vinícola Adriano Ramos Pinto, seguida de degustação da sua linha de vinhos do Porto. Fundada em 1880, com o objetivo primeiro de exportar para o mercado brasileiro, no início do século XX, sendo que rapidamente tornou-se responsável pela metade do vinho exportado para a América do Sul. http://www.ramospinto.pt/csorigem_port.htm

Descobrimos que Adriano Ramos Pinto encomendou junto ao escultor francês Eugène Thievier, uma fonte com sete metros de altura, em mármore de Carrara, tendo presenteado a cidade do Rio de Janeiro, a qual foi inaugurada em 24/01/1906, no jardim da Glória (perto de onde se encontra, hoje, a Estação do Metrô).
http://rio-curioso.blogspot.com/2007/10/fonte-adriano-ramos-pinto.html

Seguindo a visita, conhecemos a adega, tivemos a explicação de que o vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da região demarcada do Douro, no norte de Portugal, cerca de 100 km a leste do Porto. Régua e Pinhão são os principais centros de produção.

Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como "Vinho do Porto" a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade.

Segundo explicaram, o Vinho do Porto foi "descoberto" pelos produtores da Inglaterra que no século XVII adicionaram brandy ao vinho da região do Douro para evitar que ele avinagrasse. 

O que torna o vinho do Porto diferente dos demais vinhos, é o fato de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada na fase inicial (dois ou três dias depois do início da fermentação), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). Assim, o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (pois o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais alcoólico (entre 19 e 22º de álcool).

O vinho do Porto que envelhece até três anos é considerado standard. Todos os outros vinhos que fiquem mais tempo a envelhecer na madeira pertencem a categorias especiais, quer porque as uvas que lhe deram origem são de melhor qualidade, quer por terem sido produzidos num ano excepcionalmente bom em termos atmosféricos. Assim, entre as categorias especiais, é comum encontrar os Reserva, os LBV (Late Bottled Vintage), os Tawnies envelhecidos e os Vintage e, menos regularmente, os colheita.


Na degustação provamos Ramos Pinto Porto Dry White, Lágrima,
Ramos Pinto Porto Tawny, Ramos Pinto Porto Tawny Reserva, Ramos Pinto Porto 10 anos Quinta de Evamoira, Ramos Pinto Porto 20 anos Quinta do Bom Retiro e Ramos Pinto 1997 (engarrafado em 2001).

    Degradê dos vinhos do degustados no Adriano Ramos Pinto

    A próxima visita foi na vinícola Graham's.
    Lá degustamos o Graham's 20 years tawny, Graham's six grapes, Graham's late bottled vintage port e o Graham's fine white port. http://www.grahams-port.com/

    :

    Depois visitamos Palácio da Bolsa. O Palácio da Bolsa ou Palácio da Associação Comercial do Porto começou a ser construído em outubro de 1842, em virtude do encerramento da Casa da Bolsa do Comércio, o que obrigou temporariamente os comerciantes portuenses a discutirem os seus negócios na Rua dos Ingleses, em pleno ar livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Palácio_da_Bolsa

    Palácio da Bolsa, Salão Árabe

    De noite passamos pelo Café Magestic. Jantamos numa lanchonete próxima e pedimos uma "Francesinha", que pode ter linguiça, salsicha fresca, fiambre, carnes frias e bife de carne de vaca, pode vir coberta com queijo (derretido), normalmente, vem acompanhada de um molho de ovos estrelados (em cima do sanduíche) e batatas fritas.

    Café Magestic (Porto)


    Veja também:
    Viagem para Portugal (parte 1, Alentejo)
    Viagem para Portugal (parte 3, Minho e Douro)
    Bordeaux

    quinta-feira, 20 de outubro de 2011

    Reunião nº 136 - Vinhos da Borgonha

    Reunião nº 136

    Dia: 03/09/2011

    Tema: Vinhos da Borgonha


    Vinhos:

    • El Miracle Cava Brut 11,5 % álcool,safra ano não indicada, vinho espumante branco seco, método tradicional. Vicente Grandia Pla S.A. Requena Espanha.  Castas: Chardonnay, Parellada. Oferta de aniversário (nº551);
    • Puligny Montrachet Rosé de Pinot Noir, 12% álcool, ano 2009 vinho rosé fino seco AOC Bourgogne. Chateau de Puligny Montrachet França. Castas: Pinot Noir. "Rico, vivo e refrescante, combina um toque sedoso com notas de frutas silvestres" (nº552);
    • Joseph Drouhin Bourgogne Rouge 12,5% álcool, ano 2008, vinho tinto fino seco AOC Bourgogne. Joseph Drouhin Beaune França. Castas: Pinot Noir. "Um vinho concentrado e cheio de fruta madura Na boca é amplo e sedoso." R$73,71 na Mistral (nº553);
    • Couvent des Jacobins  12,5% álcool, ano 2008, vinho tinto fino seco AOC Bourgogne. Maison Louis Jadot, Beaune, França. Castas: Pinot Noir. "Muito saboroso e com bouquet cativante, é um tinto intenso e uma excelente introdução à região." (nº368);
    • Les Perrières  12,5% álcool, ano 2008, vinho tinto fino seco AOC Borgogne. Simon Bize & Fils, Savigny-les-Beaune, França. Castas: Pinot Noir. "Este belo tinto é saboroso e marcante, mostrando um pouco do terroir de Savigny-les-Beaune" (nº554);
    • Mas Janeil, 15,5% álcool, ano 2002, vinho doce fortificado AOC Maury. Domaines François Lurton, Vayres França. Casta: 60% grenache, 30% Carignan, 10% Syrah. "O vinho de Maury é freqüentemente elaborado em grandes bombonnes, garrafões de vidro que permanecem expostos ao sol e chuva por até 30 meses,super oxidando vinho que já parte de uvas extra-maduras. O resultado é um dos únicos vinhos que combinam com chocolate." Oferta de aniversário  (n° 555).
    Após a degustação, foram servidos bruschetta crocante de pêra com queijo brie e salada, pato assado com molho de frutas do bosque (mirtilo, amora e framboesa) acompanhamento (batatas assadas com alecrim) e profiteroles com sorvete de creme.


    pato assado com molho de frutas do bosque

    sexta-feira, 14 de outubro de 2011

    Viagem para Portugal (parte 1, Alentejo)

    Trip do Portugal (part 1, Alentejo)


    Para  que este post sobre a viagem para Portugal e Bordeaux, não fique muito longo, será dividida em 3 posts, o primeiro sobre o período da chegada e alentejo até chegarmos à cidade do Porto, o segundo sobre o Porto, Douro e Minho, e o terceiro sobre Bordeaux e o retorno.
    Em Portugal, como em outros países da Europa, são usadas numerosas castas de Vitis vinifera.
    A vastíssima quantidade de castas nativas, cerca de 285, permite produzir uma grande diversidade de vinhos com personalidades muito distintas. O guia 'The Oxford Companion to Wine' descreve o país como um verdadeiro "tesouro de castas locais".
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Castas_portuguesas


    13/05/2006 – Lisboa

    Nesta viagem um casal  de Brasília viajou conosco. Uma bela aquisição, muitos simpáticos e se encaixaram perfeitamente ao nosso grupo.

    Chegamos em Lisboa e, no aeroporto, fomos recepcionados pela guia que se chamava Berta, ela nos esperava com uma placa onde estava escrito: “ENÓLOGOS DO BRASIL”. Explicamos que não éramos enólogos, mas sim enófilos. Amigos, amantes e estudiosos do vinho. Acho que este equívoco veio a calhar, pois fomos muito bem recebidos em todas vinícolas que visitamos, como verdadeiros enólogos.

    Levamos nossa bagagem para o hotel, no qual passamos somente uma noite.
    Do quarto tínhamos a vista do Aqueduto das Águas Livres.
    HOTEL OLISSIPO MARQUES DE SÁ, Av. Miguel Lombarda , 130 – Lisboa – código postal – 1050-167, Tel.: 217 911 014  217 936 983.

    Saímos logo em seguida para dar uma volta em Lisboa.
    Pegamos o metrô e fomos para a cidade baixa onde pegamos o  Eléctrico 28.

     Foto do Electro 28

    Chegando na cidade alta, fizemos uma parada para lanchar, comemos pastel de nata (pastel de Belém). Descemos caminhando pelo bairro de Alfama e ouvimos, em uma tasca, um show de fado. Voltamos de táxi e avistamos a Ponte 25 de abril, o Convento de São Jorge e a Torre de Belém.

    Bairro da Alfama

    Jantamos no Solar dos presuntos, onde comemos bacalhau com batatas ao murro, muito bom e bem apresentado.  Já no primeiro dia, descobrimos os doces portugueses, muito bons. Bebemos um vinho Quinta Foz de Arouce tinto 2002, água mineral (água do fastio, ;-)) e vinho do porto Taylor's reserva 1989 com a sobremesa. Ganhamos as taças do Solar dos Presuntos para recordação.
    http://www.solardospresuntos.com/

    Sobremesas portuguesas


    14/05/2006 – Lisboa/Évora

    Após o café da manhã, saímos do hotel em direção a Évora. No caminho paramos em um posto para um lanche e irmos ao toilete. Uma amiga do grupo, quis bater uma foto de perto de uma flor de cacto, só que ela se aproximou tanto que saiu com a bunda cheia de espinhos, então ela foi com outra colega do grupo ao banheiro para tirar os espinhos, eis que entraram no banheiro muitas mulheres de um ônibus de excursão alemão que vendo aquilo, não entenderam nada. Foi uma situação no mínimo estranha (na verdade, muito engraçada) e nós rimos muito naquele momento e até hoje é motivo de muitas risadas.

    O cacto, sua flor e seus espinhos


    Os vinhos do Alentejo são macios, quentes e envolventes, elaborados a partir de 6 castas principais: 3 brancas (Roupeiro, Rabo de Ovelha e Antão Vaz) e 3 tintas (Periquita, Trincadeira e Aragonez).

    Fomos direto à Reguengos para visitar e provar vinhos e azeites na Herdade do Esporão.
    Na frente da propriedade tinha a Torre do Esporão edificada pelo Morgado D. Álvaro Mendes de Vasconcelos, entre os anos 1457 e 1490.
    http://www.esporao.com/PT/Pages/Index.aspx



    Visitamos as instalações da vinícola, a cave, as vinhas e as cubas de aço inox. A degustação foi maravilhosa com uma boa explicação sobre a compatibilização de vinho com comidas. Foram servidos os vinhos Linha Defesa branco, Linha Defesa Tinto com queijos de ovelha e linguiças/salsichas. Degustamos ao todo 8 vinhos, sendo 6 varietais (de uma só casta): Linha Defesa branco, Linha Defesa Tinto, Verdelho 2005, Trincadeira 2003, Aragonês 2003, Syrah 2003, Touriga Nacional 2003 e Alicante Bouschet 2003. Almoçamos lá mesmo na Herdade Esporão.

    Após o almoço, seguimos para a cidade de Redondo e lá fizemos uma visita com degustação na Adega Cooperativa Redondo. É uma associação de viticultores fundada em 1956. Os vinhos provados foram Porta da Revessa branco, Anta da Serra Branco, Porta da Revessa Rosé,  Porta da Revessa Tinto, Anta da Serra Tinto 2004 e AcR Reserva 2003.

    Tanques de concreto

    Alguns vinhos são fermentados em tanques de concreto, pintados com tinta epóxi, redondos que ficam ao ar livre e que chamou muito a nossa atenção.

    Fomos para o hotel em Évora, HOTEL DON FERNANDO, Av. Dr. Barahona, 2, 7000-756 Évora, Tel.: (+351) 266.737.990. http://www.grupofbarata.com/pt/
    Quando estávamos chegando ao hotel encontramos um toureiro português devidamente trajado, então a  Berta explicou a diferença da tourada portuguesa e a espanhola: na espanhola, o touro morre no fim, e na portuguesa, não (mas depois o touro é encaminhado para um matadouro).


    15/05/2006 – Evoramonte / Sousel / Estremoz / Vila Viçosa / Borba

    Após o café da manhã fomos à Estremoz. No caminho visitamos a freguesia de Evoramonte e seu castelo do século XII. Uma pequena cidade murada bem preservada com as todas casinhas pintadas de branco. De lá tivemos uma bela vista do alentejo pois está situada no ponto mais alto da serra de Ossa. Vimos muitas flores e papoulas floridas, além de muitos sobreiros e azinheiros. O azinheiro e o sobreiro são árvores. Do azinheiro usa-se a madeira e o fruto, a bolota, que é dados de alimento aos animais. Destaca-se o porco negro do qual se faz na Espanha o Jamon pata negra. Já o sobrero é a árvore de onde se produz cortiça. A cortiça é a casca da árvore que é retirada inteira da árvore. Após 9 anos é possível retirar novamente a cortiça. Portugal é o maior produtor de cortiça do mundo. Após a retirada da casca, é pintado o últmo número do ano para controle da próxima “colheita”.

    Evoramonte


    Depois fomos à Herdade do Mouchão. Lá fomos recebidos por Paulo Laureano o enólogo da Herdade Mouchão, muito simpático e com um bigodão. Os vinhos melhores da Mouchão são os que ficam nos tonéis 3 e 4, mas já estava esgotado. Degustamos um Dom Rafael branco 2003, Dom Rafael tinto 2004, Mouchão 2002, Mouchão 1979 e Mouchão 1985. Excelentes vinhos.
    http://www.mouchaowine.pt/#/home/

    Degustação na Herdade Mouchão

    Enólogo da Herdade Mochão


    Almoçamos em Vila Viçosa. Comemos pratos típicos alentejanos, tais como Burras ao forno com batatas ao murro. A burra é a bochecha do porco. Muito interessante, foi servido com o maxilar, com dentes e tudo o mais. Bebemos um Mouchão 2002 que havíamos comprado na Herdade.

    Em Estremoz, visitamos o centro histórico a Pousada de Estremoz - Rainha de Santa Isabel, a torre e a estátua da Santa Isabel.  A Santa Isabel foi infanta portuguesa do século XII, rainha de Portugal, casada com D. Dinis I de Portugal, em 1282. Após a morte do marido, ela se recolheu no Convento de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra.

    Templo romano de Évora

    Retornamos a Évora, onde visitamos o muro medieval, o aqueduto Água da Prata, o templo romano, a Igreja de São Francisco e a capela dos ossos. Na porta de entrada da capela estava escrito: “Nós, ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”. Que mórbido... As paredes eram revestidas com ossos humanos, fêmures e crânios, principalmente. Tinha também uma mãe e o filho mumificados, pendurados na parede.

    Capela dos ossos

    De noite jantamos uma sopa verde (de coentro) e um prato de peixe.


    16/05/2006 – Igrejinha

    De manhã visitamos Arraiolos, no caminho vimos campos com florzinhas roxa. Lá  visitamos a fonte da pedra e na praça vimos um pelourinho e a cooperativa onde as tapeceiras fazem os famosos tapetes de arraiolo.
    Então, fomos para a Herdade dos coelheiros, em Igrejinha. Esta herdade era uma antiga propriedade onde os reis de Portugal vinham para caçar. Tinha uma sala com animais empalhados. Fomos recebidos pela proprietária. Visitamos a propriedade e vimos a plantação de sobreiros, nogueiras e os vinhedos. Fizemos uma prova de vinhos e almoçamos na herdade. Os vinhos provados foram: Garrafeira 2001, Tapada dos coelheiro 2003, Vinha da Tapada 2004, Chardonnay 2004 Tapada dos coelheiros, Tapada dos coelheiros 2004. Dentre os pratos servidos, tinha carne de servo cozido. http://www.herdadecoelheiros.pt/index1.htm

    Degustação na Herdade dos Coelheiros

    Visitamos o Museu do Mármore em Vila Viçosa, o qual ficava em uma antiga estação de trem e havia a  exposição de esculturas feitas em mármore.



    17/05/2006 – Tomar/Fátima/Porto

    Após o café da manhã partimos de Évora com destino à cidade do Porto. No caminho paramos em Tomar e visitamos o Convento de cristo. Vimos na beira da estrada um senhor tirando a casca de um sobreiro. Paramos para fotografar, filmar e ver, ganhamos um pedaço da casca (a cortiça).

    Extração de cortiça do sobreiro

    Em Tomar, visitamos o Convento de Cristo, construção iniciada em 1160, era um castelo templário.
    Hoje é um espaço cultural, turístico e devocional. A arquitetura partilha traços românicos, góticos, manuelinos, renascentistas, maneiristas e barrocos. Tivemos as devidas explicações da Berta, chamando a atenção do altar em formato octogonal, as esculturas de alcachofras nas paredes e a Janela do Capítulo, o mais conhecido exemplo de arquitetura manuelina, ilustrativo do naturalismo exótico e do uso de pormenores marítimos como cordas.

    Convento de cristo, Tomar


    No almoço, fizemos um pic-nic. Tínhamos pães, presunto cru, queijos, frutas e vinho, naturalmente.
    Após o almoço, visitamos uma sinagoga do século XV. Nesta época os judeus foram obrigados a se converter em cristãos, os cristãos novos. Como não podiam manter as suas tradições, tiveram que ser criativos e inventaram um linguiça sem carne de porco, no lugar punham farinha com corante. Esta linguiça ainda é feita e conhecida como farinheira.
    Então fomos com nosso micro-ônibus (que em Portugal é chamado de minibus) para Fátima. Visitamos a praça, a igreja de Nossa Senhora de Fátima e assistimos uma missa. Vimos em Fátima um pedaço do muro de Berlim.

    Depois seguimos para a cidade do Porto e fomos direto para nosso hotel, o Porto Hotel Quality Inn, Praça da Batalha, 127, Tel.: (+351) 223.392.300, http://viajar.clix.pt/com/h.php?hid=1581&lg=pt


    Veja também:
    Viagem para Portugal (parte 2, Porto e Vila Nova de Gaia)
    Viagem para Portugal (parte 3, Minho e Douro)
    Bordeaux

    domingo, 9 de outubro de 2011

    O oitavo ano (2006)

    Algumas castas portuguesas


    Este foi um ano marcante para o grupo. Apesar de já termos realizado duas viagens, uma para o Chile/Argentina e outra para Bento Gonçalves (RS), o ano foi marcado por uma viagem para mais longe. Fomos degustar vinhos portugueses e os da região de Bordeaux. Nesta viagem, um casal de amigos de Brasíla foi junto, passando a fazer parte do grupo Solera. A viagem será assunto de posts futuros.

    Tivemos uma reunião com um tema diferente e bem interessante: 'Se eu fosse um vinho seria ...'. Cada participante trouxe o vinho que, na sua opinião, teria afinidade consigo e que representasse a sua personalidade.

    As reuniões de 2006 foram:
    Vinho verde: Portal do Fidalgo 2004, Casal Garcia tinto 2004, Calamares 2003, Neblina 2004, Varanda do Conde 2004
    Se eu fosse um vinho seria ...: Esporão Reserva 2001, Dezem Brut 2004, Freixenet Cordon Negro, Verdicchio dei Castelli di Jesi 2004, Casa Silva Los Lingues Gran Reserva Cab. Sauvignon 2002, Tio Pepe Jerez Palomino Fino, Prosecco Pisani   
    Degustação às cegas no LIC: Jacob's Creek Shiraz Cabernet 2003, Boscato Reserva Merlot 2004, Dante Robino Malbec 2003, Boscato Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2002
    Malbec: Finca La Linda Viognier 2005, Finca La Linda Malbec 2004, Ruca Malen Malbec 2002, Finca El Retiro Malbec 2001, De Martino Malbec 2002
    Vinhos da viagem à Europa: Esporão Reserva 2001, Fino, Verdelho 2004, Muga 2005, Tapada de Coelheiros 2003, Les Tourelles de Longueville 2003, Estampa Reserve 2004, Ramos Pinto Porto Tawny 20 anos 2004
    Vinhos Don Laurindo: Don Laurindo Tannat 2004/2003, Don Laurindo Brut 2004, Don Laurindo Malvasia de Cândia 2005, Don Laurindo Ancellotta 2004, Don Laurindo Malbec 2004, Don Laurindo Cabernet Sauvignon 2004, Don Laurindo Assemblage 2004
    Vinhos catarinenses: Epagri Cabernet Sauvignon Videira 2004, Epagri Cabernet Sauvignon São Joaquim 2004, Panceri Cabernet Sauvignon 2004, Dal Pizzol Cabernet Sauvignon Série Limitada (cabernet sauvignon com uvas da serra catarinense) 2004, Joaquim 2004, Cartuxa 2001
    Abertura do Verão 2006/2007: Espumante Krite, Terranoble chardonnay 2005, Riesling Paul Blanck 2004, Artero Rosé Tempranillo
    Vinhos de uva Riesling: Paul Blanck Riesling 2004, Deinhard Riesling 2000, Luigi Bosca Riesling 2004, Robert Weil Riesling 2005, The Dray Dam Riesling 2004
    Confraternização de fim de ano: De Martino Legado Reserva Chardonnay 2005, Hiragami's Cabernet Sauvignon 2004/2005, Luigi Bosca Pinot Noir 2004, Chateau Ramon 2003

    Neste ano provamos 47 rótulos novos e 8 repetidos. A esta altura, já havíamos degustados 307 rótulos diferentes.

    sábado, 1 de outubro de 2011

    Receita de salmão ao molho de manga


    Salmon with mango sauce

    Ingredientes:

    • 1 filé de salmão 400g
    • 1 colher de chá de sal
    • pimenta branca
    • páprica
    • 1 cebola em rodelas finas
    • 200ml de água
    • 125ml de vinho branco
    • suco de um limão
    • meia manga média picada
    • 125ml de leite
    • 100g de creme de leite
    • 1 colher de chá de açúcar
    Modo de preparo:

    Tempere o salmão com a páprica, pimenta e sal.
    Frite a cebola em azeite de oliva até amaciar e ficar douradinha.
    Faça uma cama com a cebola num pirex e sobre ela coloque o salmão temperado.
    Misture água, vinho e limão e derrame sobre o salmão.
    Asse em forno médio, coberto com papel alumínio, até ficar rosado (cerca de 30 minutos).
    Cozinhe a manga picada com o leite, um pouco de sal e açúcar. 
    Baixe o fogo e deixe cozinhar até a manga ficar macia (pode talhar, não tem problema, vai ficar lisinho depois do liquidificador). 
    Bater no liquidificador, misturar o creme de leite e o caldo que cozinhou o peixe.

    A receita serve duas pessoas

    Compatibilização com vinho:
    Combina com vinhos brancos, mas também pode combinar com tintos leves e com menos tâninos, como um Pinot Noir e Gamay.
    No grupo comemos este prato acompanhado de um Cheverny, 12,5% álcool, ano 2004, francês do Loire. Castas: chardonnay e sauvigon blanc. Aparência: límpido, cor branco esverdeado. Aroma agradável totalmente herbáceo, grama cortada. Sabor agradável, boa permanência, acidez alta mas equilibrada. Combinou com o salmão ao molho de manga.